Respeito pela vida

O Santo Padre Bento XVI, na Carta Encíclica Caritas in Veritate, configura um horizonte indispensável para a abordagem do enorme desafio que é o respeito pela vida. Não poucos, incluindo estudiosos de diferentes campos do saber, correm o risco de alavancar suas reflexões em impostações ideológicas  – que em si não possuem a força suficiente para suscitar e manter a capacidade humana de pensar, escolher e agir respeitando a vida.

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Mensagem Final da XXI Assembleia da Associação dos Bispos, Presbíteros e Diáconos negros do Brasil

Nós, Bispos, Presbíteros e Diáconos negros, reunidos em Assembléia anual, na cidade de Registro, São Paulo, de 27 a 31 de Julho de 2009, refletimos o tema: “Quilombos, Terra de Deus! (Cf. Dt. 26,5-9). Iniciamos nosso encontro com uma fraternal celebração eucarística, presidida pelo Bispo de Bagé, D. Gilio Felicio. No dia seguinte sob a assessoria de Dora Lucia de Lima Bertúlio, da Fundação Palmares, fizemos uma reflexão a respeito das Leis brasileiras em relação ao povo negro do Império até os dias atuais. Constatamos que houve pouca alteração na situação do povo negro no Brasil, frente às leis e oportunidades sociais. No Brasil se encontra ainda muitas terras de quilombos, sem o devido reconhecimento.

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A nova Carta Encíclica de Bento XVI: A Caridade na Verdade – II

Começamos na semana passada a refletir resumidamente sobre este documento papal. Continuemos a fazê-lo também nesta semana. No Capitulo II, a Carta Encíclica trata expressamente do desenvolvimento humano de nosso tempo, colocando em destaque o pensamento de Paulo VI, para quem o desenvolvimento indica, antes de qualquer coisa, o objetivo de fazer sair os povos da fome, da miséria, das doenças endêmicas e do analfabetismo.

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O medo do silêncio

Nestes dias, lia uma pequena lição que dizia assim: Alguns irmãos de Sketis iam visitar o patriarca Antão. Para chegar até onde ele se encontrava, embarcaram em um navio. Ali encontraram um velho que também queria ir para lá, mas os irmãos não o conheciam. Enquanto no navio, eles conversavam uns com os outros sobre os ensinamentos dos escritos populares e também sobre os seus trabalhos. O velho, porém, permanecia calado. Quando chegaram ao destino, viu-se que o velho também ia para o patriarca Antão. Chegando eles na sua presença, Antão disse: “Encontraste um bom companheiro neste ancião”. E disse também a este: “Gente boa, tens contigo”.

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