Abertura da Campanha da Fraternidade 2014

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fará a abertura oficial da Campanha da Fraternidade de 2014 nesta Quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março, às 14h, em sua sede em Brasília. Este ano, a campanha aborda o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). O evento será transmitido, ao vivo, pelas emissoras de inspiração católica.

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Fraternidade e tráfico humano

Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

No dia 5 de março, em todas as paróquias do Brasil vai ser lançada a Campanha da Fraternidade com o tema “Fraternidade e tráfico humano”. Entre os objetivos está o de conscientizar a sociedade sobre a insensatez do tráfico de pessoas e sobre a sua realidade. Conforme a CNBB, o problema é difícil de ser enfrentado por causa do preconceito e do medo das vítimas, fazendo com que poucas pessoas denunciem os fatos do tráfico.

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37ª Romaria da Terra

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Uruguaiana (RS)

Em 04 de março, Terça-feira de Carnaval, o RS vive sua 37ª Romaria da Terra, desta vez no Vicariato de Guaíba – Arquidiocese de Porto Alegre, com o tema: “Cultivar Vida Saudável”. O local do evento será o Assentamento Lagoa do Junco, em Tapes/RS. A romaria mobiliza a Igreja do RS e se tornou um compromisso permanente do Regional Sul 3 da CNBB. É evento eclesial com repercussões para toda sociedade. Uma das suas curiosas características é a realização no dia do Carnaval, portanto, um Carnaval diferente que prenuncia a Campanha da Fraternidade, no espírito quaresmal, que faz caminhar para a Páscoa.

Vejamos algumas reflexões sobre esta romaria, segundo o Jornal VOZ DA TERRA (Publicação da Comissão Pastoral da Terra do RS, Ed. Novembro 2013, p. 10). Com a preocupação de cultivar vida saudável, a temática tenta resgatar e valorizar o agricultor e a agricultora, os protagonistas da produção dos alimentos naturais de qualidade; alimentos saudáveis que não foram produzidos com venenos, mas na agricultura de agroecologia, termo proveniente da composição de palavras gregas [Agro (agros) = campo; eco (oikos) = casa; logia (logos) = estudo]. Portanto, AGROECOLOGIA é fazer agricultura, respeitando a grande casa, o planeta, os seus habitantes, ou seja, toda biodiversidade.

A prática agroecológica é antiga, mas na última metade do século passado a agricultura tornou-se mais artificial e com uso massivo de venenos. Nós conhecemos as consequências dessa prática para nossa saúde e todo ecossistema. Queira Deus que a atual geração ainda possa ouvir frases como esta: “No tempo em que ainda se usava venenos para produzir alimentos…”. As Romarias da Terra são momentos privilegiados para caminhar com o povo que vive na terra e dela produz seu alimento saudável, assim como o de tantos outros.

Faz muito bem ouvir depoimentos sábios, como o da sra. Simone Pegoraro (Farroupilha): “A Romaria da Terra nos faz entender cada vez mais que é preciso cuidar da Terra e de toda a vida no planeta. A terra é bem mais do que apenas produtora de alimento. A terra é um espaço mínimo para o desenvolvimento da vida. É esse espaço de promoção e valorização da vida que a Romaria da Terra nos traz… Nosso trabalho na Terra é sermos as mãos, os pés, as palavras e as ações do amor, na preservação da natureza e no cuidado com o outro, fortalecendo a cultura do Bem Viver” (Jornal VOZ DA TERRA, o.c., 12).

Dom Alessandro Ruffinoni, bispo de Caxias do Sul, na preparação da última Romaria, assim se expressava: “As Romarias da Terra, aqui no Estado, sempre tiveram o objetivo de ser uma profecia que, de um lado, denunciam a desigualdade e injustiças que existem no campo e, de outro, propõem a solidariedade, a cooperação e um desenvolvimento sustentável em vista do bem comum ou bem viver” (Ibidem).

Em sintonia com a 37ª Romaria da Terra, concluímos com a oração proposta para a mesma: “Senhor Deus da Vida, vós que criastes o firmamento, a água, a terra e tudo o que nela existe; Vós que criastes o homem e a mulher para cuidarem do jardim e da vida, inspirai-nos e ensinai-nos a cultivar uma vida saudável. Vós que viveis na perfeita Comunidade de amor, orientai nossas mentes, nossos corações e nossas famílias para o trabalho cooperativo, a fim de que a produção de alimentos seja fruto da união de esforços e de políticas públicas favoráveis. Fazei que todas as pessoas cuidem da terra e de todos os bens da natureza, saibam respeitar a terra na sua condição de produção saudável; Pela intercessão da Sagrada Família de Nazaré, inspirai quem cultiva a terra e conduza a todos nos caminhos do desenvolvimento sustentável e da justa distribuição dos bens da criação. Amém. Axé. Assim seja!”.

Quem cuida de nós?

Dom Remídio José Bohn
Bispo de Cachoeira do Sul (RS)

Nesta mudança de época, as pessoas vivem cada vez mais ansiosas por causa das inúmeras solicitações consumistas, inseguranças e preocupações. Até mesmo o tempo de férias não escapa disso. Ora, muito tem a ver com a maneira pela qual administramos nossa vida, nossos trabalhos, nosso tempo… É justo o esforço em busca de condições para uma vida digna. Porém, quantas coisas supérfluas nos amarram e nos impedem de ser verdadeiramente livres! Afinal, que frutos colhemos com a busca desenfreada de coisas, prazeres ou prestígio?

O Evangelho deste domingo nos adverte de que não podemos servir a dois senhores. Jesus ensina a contemplar a natureza. “Olhai as aves do céu… Olhai os lírios do campo” (Mt 6,26). Relaciona as aves do céu com o trabalho do homem que cultiva a terra, semeia e colhe os frutos para alimentar a família. Relaciona os lírios do campo com o trabalho da mulher que tece a roupa para vestir a todos. O alimento e a veste representam as necessidades básicas para a vida e proteção. “Vosso Pai, que está nos Céus, sabe que precisais de tudo isso. Mas, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo” (Mt 6, 33).

Jesus insiste na inutilidade da preocupação obsessiva com as próprias necessidades, mas não é indiferente diante das necessidades primárias dos outros. Insiste que a busca do Reino de Deus é exatamente o empenho por um mundo justo e fraterno, que assegure a satisfação das necessidades de todas as pessoas. Quem coloca Deus em primeiro lugar, não adora o dinheiro. Sabe que este é necessário, mas o administra com honestidade, justiça e solidariedade. Tem certeza que Deus cuida com carinho de todas as suas criaturas.

Portanto, esta proposta de Jesus pede confiança e abandono nas mãos de Deus, a quem servimos com amor e por quem nos sentimos amados. Esta confiança em Deus não é alienante, porque exige coerência e responsabilidade em nossos trabalhos e não nos permite fugir do compromisso cristão no mundo.

Quando o povo de Israel no exílio se queixa do abandono de Deus, Ele se revela como a “Mãe” que não se esquece: “Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, Eu, porém, não me esquecerei de ti” (Is 49,15).

A Quaresma e a Campanha da Fraternidade (“Fraternidade e Tráfico Humano”), que iniciamos na próxima Quarta-feira de Cinzas, nos convidam a viver a confiança em Deus. Ele cuida de nós!

Ser Cristão em Cristo

Dom José Gislon, OFMCap
Bispo de Erexim (RS)

Numa sociedade em contínua transformação cultural, precisamos de lucidez para discernir aquilo que é a forma histórica e essencial do cristianismo, para podermos viver como cristãos e testemunharmos a nossa fé, inseridos na história e no tempo.

Poderíamos dizer que ser cristão é ser e viver em Cristo, nada mais e nada menos. Mas sempre se é cristão num espaço temporal, por isso devemos nos questionar sobre o ser cristão hoje, diante da realidade cultural em que somos chamados a ser cristãos. Deixando de lado os rótulos de conservadores e progressistas. Ser cristão é ser em Cristo hoje. Aquele que está em Cristo é uma nova criatura (2Cor 5,17). Este é sempre o milagre da existência cristã e da fé.

Ser cristão não é viver a vida subjugada por um código moral ou viver sob o código de crenças. Ser cristão é uma forma de vida e existência, uma vida nova, que nasce com a gratuidade de um encontro pessoal que vai se configurando e incorporando ao ser de Cristo e ao seu Corpo, que é a Igreja, para tornar-se testemunho de nova vida no coração do mundo.

Portanto, ao longo do caminho da nossa breve existência humana, pode mudar o contexto cultural, podem mudar as instituições e as estruturas sociais e eclesiásticas, mesmo assim a sociedade pode ser um veículo ou um obstáculo para a fé. O fator decisivo para o cristão será sempre a vida de fé cultivada a partir de um encontro pessoal com o Deus de Jesus Cristo e a experiência cristã.

Iniciar a experiência cristã é tornar possível o encontro com Cristo e a experiência do Espírito. O cristão tem Cristo como seu modelo de referência, mas não seremos nem cristãos nem podemos ser em Cristo se não em seu corpo, que é a Igreja.

Encontro elege comissão para o laicato do Regional Norte 3

Durante o primeiro Encontro das Organizações dos Cristãos Leigos e Leigas do Regional Norte 3, em Miracema (TO), foi eleita uma comissão para o laicato. O evento aconteceu entre os dias 21 e 23 de fevereiro e teve como objetivo trabalhar a necessidade dos cristãos leigos e leigas de se organizarem em vista dos serviços que lhes competem no seio da Igreja e no mundo.

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