Encontro, Diálogo e Paz

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Neste final de semana, quando celebramos o Domingo da Ascensão do Senhor que nos envia para ser suas testemunhas até os confins da terra, e quando comemoramos o 48º Dia Mundial das Comunicações com a mensagem do Papa sobre a “autêntica cultura do Encontro”, somos convidados a olhar essa nossa importante e nobre missão.

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Lista Hexa, Brasil!

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte

A discussão sobre o legado da Copa do Mundo no Brasil é um direito de cada cidadão brasileiro. Também, uma ocasião singular, oportunidade para a abertura de um novo ciclo da consciência social e política. Esta é uma necessidade urgentíssima, neste ano eleitoral, diante dos atrasos sociais que pesam, especialmente, sobre os ombros dos mais pobres. Um evento da magnitude de uma Copa do Mundo não pode, obviamente, trazer benefícios concretos somente a jogadores e empresários do futebol. O povo tem o direito de receber uma considerável fatia do possível legado.

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Acaso Cristo está dividido?

Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz (RS)

A semana que liga a ascensão de Jesus ao céu e o domingo de pentecostes, além de ser semana de novena do Espírito Santo, é também a semana onde somos convidados a rezarmos pela unidade dos cristãos. O princípio norteador é a consciência de que as divisões fragilizam o anúncio do Evangelho. Quando os cristãos se debatem por questões menores, o anúncio de Jesus Cristo vai perdendo força. É o que já foi mostrado por antigos impérios, que dominavam os vizinhos à base de intrigas e desavenças semeadas entre o povo. O próprio Jesus Cristo afirmou a importância de acolher os diferentes, dizendo que “todo o reino dividido acaba por perecer” (Mt 12,25).

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O peso dos séculos

Dom Demétrio Valentini 
Bispo de Jales (SP) 

Desta vez, quando o Papa concluiu sua viagem, o alívio foi geral. Pois ele tinha se aproximado de situações muito tensas, que há décadas caracterizam aquela região, onde entram em conflito tantos interesses contraditórios, entre judeus e árabes, palestinos e israelenses, entre cristãos e muçulmanos, só para citar alguns pontos de tensão naquela conturbada região do Oriente Médio.

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Missão dos Discípulos

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Jesus se despediu dos discípulos e subiu para o Pai, levando consigo nossa natureza humana transformada. Agora o humano e o divino são confirmados na sua união para que, ainda na caminhada terrena, possamos ter certeza de que o humano pode superar seus limites com a força do divino. Basta a pessoa não viver para o que é puramente terreno.

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Escrever é revelar-se

Dom Murilo S.R. Krieger
Arcebispo de Salvador (BA)

Qualquer biografia é uma tentativa de mostrar, por escrito, o jeito, os atos e os pensamentos de uma pessoa, deixados transparecer durante sua vida. Se for a própria pessoa a escrevê-la, haverá, talvez até inconscientemente, a tentativa de somente revelar aspectos positivos da própria personalidade, deixando de lado o que poderia tornar a “foto” menos atraente (os jovens atuais chamariam esse trabalho de “photoshop intelectual”…). Se um escritor for contratado para escrever a tal biografia, certamente apenas escreverá o que for do agrado de quem o contratou. Já se for um inimigo a escrevê-la, nem precisaremos comprar o livro para imaginar o seu conteúdo…

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Cultura do encontro

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará (PA)

O Papa Francisco realizou há poucos dias sua segunda viagem apostólica internacional, no cinquentenário do histórico encontro do Papa Paulo VI com o Patriarca Atenágoras I. Naquela ocasião, os dois protagonizaram, em significativos abraço e beijo da paz, a superação de séculos de distância e desconfiança. O mundo inteiro ficou edificado com a capacidade dos dois líderes religiosos de expressarem com poucas palavras e gestos corajosos a realização do mandamento novo de Jesus, “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (Jo 15, 12). Naquele encontro, foram anuladas as excomunhões recíprocas do Grande Cisma do Oriente de 1054, um passo significativo na busca da comunhão entre a igreja de Roma e a de Constantinopla. Dali nasceu uma declaração assinada no mesmo ano de 1965, simultaneamente, num encontro público no Concílio Vaticano II e uma cerimônia especial em Istambul, mostrando o grande desejo de reconciliação entre ambas as igrejas. Cultura do Encontro!

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