CPT divulga número de mortes no campo durante primeiro semestre

Divulgação/CPT Foto: Joka Madruga

A região amazônica concentra 95% das mortes por conflitos no campo no primeiro semestre deste ano. Os dados apresentados pelo Centro de Documentação Dom Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), denunciam a ocorrência de 23 assassinatos relacionados às questões de terra de janeiro até o dia 15 de julho. De acordo com a CPT, somente um caso aconteceu fora da região amazônica.

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Arquidiocese de Maringá envia toneladas de alimentos ao Haiti

Reprodução/Arquidiocese de Maringá

A arquidiocese de Maringá (PR) arrecadou cerca de 150 toneladas de alimentos e um valor aproximado de R$90 mil para ações de ajuda humanitária no Haiti, país da América Central atingido por um terremoto em 2010. As doações da campanha “Alimente a esperança – ajude o Haiti”, promovida pela Associação de Reflexão e Ação Social (Aras-Cáritas) da arquidiocese de Maringá (PR), em parceria com a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis, foram enviadas neste final de semana ao país.

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Agosto, mês vocacional

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Bispo de Guarabira (PB)

O mês de agosto foi instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na sua 19ª Assembleia Geral de 1981 como o mês vocacional. Oportunidade para tratar e rezar por todas as categorias de vocações da vida cristã; criar consciência vocacional e despertar todos os cristãos para suas responsabilidades na Igreja.

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Prelazia de Itaituba (AM) recebe missionários carmelitas

O engajamento e compromisso com a evangelização da Igreja na Amazônia são objetivos do “Carmelo Missão”, atividade desenvolvida pela Ordem Carmelita. O projeto é realizado no modelo das Santas Missões Populares, com proposta de unir diferentes grupos para ações missionárias na região amazônica.

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Pastoral Nipo-Brasileira promove Congresso Nacional

A partir dos temas Espiritualidade e Família, a Pastoral Nipo-Brasileira (Panib), que integra o Setor Pastoral da Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizou seu 53º Congresso Nacional, de 20 a 23 de julho, no Recanto Betânia, em Embu Guaçu (SP). O evento contou com 40 participantes oriundos de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Estados Unidos e Japão.

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Comissão divulga carta por ocasião do Dia do Padre

No primeiro domingo de agosto a Igreja celebra o Dia do Padre e convida a comunidade a rezar mais intensamente pelos sacerdotes. Em recordação à data, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Jaime Spengler, escreveu Carta para presbíteros na qual manifesta reconhecimento e gratidão aos serviços realizados “nas diversas Igrejas Particulares, em comunhão com os respectivos bispos”. 

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Criso, pão da vida

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

Continuamos neste final de semana com a reflexão do capítulo 6º do Evangelho de João. Devido ao tamanho do Evangelho de Marcos, neste ano a Igreja inseriu nestes 5 domingos que ora vivemos esse texto que, iniciando com a multiplicação dos pães, nos leva ao grande anúncio de Jesus como pão da vida. O texto de João foi escrito algumas décadas depois do Evangelho de Marcos e oferece-nos um exemplo de meditação eclesial sobre o tema do pão, que já foi desenvolvido na “seção dos pães”.

A liturgia interrompe, pois, a leitura de Marcos no 16º domingo e, no ponto onde Marcos, continuando o texto corrido, traz a multiplicação dos pães, nos faz ouvir a versão de João desse evento e “o discurso do Pão da vida” do Evangelho de João, como os biblistas chamam o conjunto das palavras de Jesus sobre o significado do dom do pão, em Jo 6,25-59. O Evangelista João medita as palavras de Jesus sobre o dom do pão em forma de uma discussão do Mestre com seus conterrâneos, na sinagoga de Cafarnaum (Jo 6,59).

O pão e comunhão em torno da mesa eram símbolos centrais da primeira comunidade cristã. Na Igreja, vivia fortemente a lembrança da comunhão de mesa com Jesus, o Messias. As lembranças mais vezes narradas da vida de Jesus, nos Evangelhos e nas cartas de Paulo, são a multiplicação dos pães e a Última Ceia. Nas reuniões de banquete fraterno, chamadas ágape, era como se o Senhor mesmo estivesse presente no meio deles. Presença real! A lembrança do banquete messiânico à beira do lago, em Genesaré, se revestia de atualidade sempre nova. Em nenhum escrito do Novo Testamento aparecem tão claramente as ressonâncias mais profundas dessa memória como no Evangelho de João.

Começamos, a seguir, o texto de João a partir da volta de Jesus a Carfanaum, depois da multiplicação dos pães (Jo 6,24). Os conterrâneos procuram Jesus, querem saber como de repente ele está de volta em Cafarnaum se não embarcou com os discípulos na noite anterior. Jesus lhes faz sentir que apesar de terem presenciado o milagre do pão, não enxergaram neste um sinal daquilo que Ele representa e é: a realidade de Deus oferecida ao mundo. Apenas se saciaram de pão. São como um motorista que pensa que sinal vermelho é apenas enfeite.

Jesus diz que a única obra que Deus espera deles é que acreditem naquele que ele enviou (6, 29). Percebendo que Jesus está falando de si mesmo, pedem suas credenciais como condição para quanto nele acreditarem. Moisés, no tempo dos antepassados, tinha credenciais! No tempo de Moisés, no deserto, os “pais” comeram o maná, como está escrito: “Deu-lhes pão do céu de comer” (6,31). Jesus responde que não foi Moisés que deu o pão do céu, e sim aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Jesus alimentou a multidão, mas seus interpelantes não reconhecem esse “sinal”. Ficam racionando no trilho do pão material: “Dá-nos sempre esse pão” – para não mais precisarem trabalhar. Então, Jesus diz abertamente o que significava a sua palavra ambígua e o sinal que Ele realizou no dia anterior: o pão, aquele que desce do céu, é ele mesmo! “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim não terá mais sede”. (6, 35).

Quem conhece as Escrituras reconhece nestas palavras a proclamação de um discípulo de Isaías, que escreveu no tempo do Exílio babilônico a segunda parte do livro que leva o nome do grande profeta. Em meio à idolatria da Babilônia, esse discípulo dirige o coração dos exilados judeus para o único Senhor, que vale muito mais que o sistema babilônico com seus deuses e vãs ilusões. O que se consegue com os babilônios não vale nada, exatamente como o que se compra nas lojas: é pão que não alimenta! Mas quem escuta a voz do Senhor recebe a sabedoria da vida, a Aliança duradoura com Deus, o cumprimento de suas promessas (Is 55,1-3). É isso que Jesus lembra quando fala que ele é o pão da vida e que não sofrerá sede nem fome quem se dirigir a ele.

Portanto, ao celebrarmos este Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum queremos meditar sobre o valor da Eucaristia e nossas vidas. Hoje também nos alegramos, pois celebramos o primeiro domingo de agosto. Agosto é o mês das vocações. Neste primeiro domingo de agosto recordamos a vocação ao ministério ordenado, bispos, padres e diáconos. Que Jesus Nosso Senhor envie mais operários para sua messe! E ilumine também todos os padres de nossa amada Arquidiocese e do mundo inteiro. Peçamos ao Senhor da Messe e Pastor do Rebanho que floresçam em nossas famílias santas e abençoadas vocações sacerdotais para o atendimento espiritual do povo de Deus. Peçamos padres para a nossa Arquidiocese, e que os pais sempre rezem, também, para que seus filhos procurem a vida sacerdotal.

Meu afetuoso abraço e a minha bênção para todos os sacerdotes!

Espiritualidade presbiteral

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

Entramos no Mês Vocacional. Nesta primeira semana rezaremos pelas vocações ao ministério ordenado. No início do mês celebramos o Dia do Padre na festa do grande São João Maria Vianney, o cura d’Ars. Cada cristão vive a sua espiritualidade segundo a própria vocação, ligada à caridade e à imitação de Cristo. É muito importante a ligação a Cristo para compreender a origem e natureza do sacerdócio. É a partir do envio e missão dos Apóstolos que se compreende a participação dos presbíteros como participantes do Único Sacerdócio de Cristo Cabeça, Sacerdote, Profeta e Rei (LG 17. 21. 28; PO 2-3. 5-6).

Importantíssima é também a ligação que se faz do sacerdócio ministerial com toda a Igreja, correspondente à igualdade dos batizados (LG ,23). Não pela hierarquia, mas como Povo de Deus que, no sacerdócio comum dos fiéis, tem a seu serviço o sacerdócio ministerial. Não se trata de uma mera função, mas de ser sacramento de Cristo, Cabeça da Igreja. Daí o Concílio Ecumênico Vaticano II referir que entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial a diferença não é só em grau, mas em essência (LG, 10) (COZZENS, 2004).

A espiritualidade sacerdotal está relacionada com os ministérios (serviços) e tem como finalidade a vivência da caridade pastoral. A missão e a identidade do presbítero são temas que merecem atenção. “A santidade do sacerdote exigiu clarificar a sua identidade”. Por isso, a Presbiterorum Ordinis intitula o seu primeiro capítulo: “O presbiterado na missão da Igreja”. A este respeito diz Santiago del Cura Elena: “Nem a natureza da Igreja pode entender-se à margem da sua missão, nem a missão que lhe é própria pode deixar-se ao lado quando se intenta compreender a identidade do sacerdócio ministerial. […] Quer dizer, a missão e a identidade do sacerdócio ministerial refletem-se na sua condição do serviço eclesial ao sacerdócio comum de todos os batizados”. (ELENA, 2010, p.40-41).

Como todos os cristãos, os presbíteros estão chamados à salvação (cf. Mt 5,48). Pelo sacramento da Ordem, os presbíteros são configurados com Cristo sacerdote, como ministros da cabeça, para a construção e edificação do seu corpo, que é a Igreja, enquanto cooperadores da Ordem episcopal. Este é o fundamento da vida peculiar dos presbíteros: atuar tal como são, “fazendo todo o sacerdote, a seu modo, às vezes da própria pessoa de Cristo” (PO, 12) de quem é instrumento. Esta forma de agir foi obtida na ordenação com uma “graça especial” (PO, 12) que, mediante o seu ministério, leva a uma vida orientada para a perfeição. Isto “muito concorre para o desempenho frutuoso do seu ministério”. (PO,12). Assim, a noção conciliar sobre a espiritualidade do sacerdote origina uma renovação evangélica pronta para confrontar novas situações de evangelização. Daí, a dimensão missionária do chamamento à santidade sacerdotal da Presbyterorum Ordinis.

Se o sacerdote é, pois, “instrumento vivo de Cristo Sacerdote” (PO, 12), é, por ele mesmo, “o máximo testemunho do amor” (PO 11). É na linha bíblica de proximidade e epifania de Deus, cujo ponto culminante é Cristo (Jo 3,16), de quem o sacerdote ministro é “sinal” e “aroma” (2Cor 2,15), “glória” ou expressão (Jo 17, 10). (NINOT, 1994).

O sentido de comunhão eclesial é parte substancial da espiritualidade do sacerdote. “O ministério sacerdotal, porém, sendo ministério da própria Igreja, só em comunhão hierárquica com todo o corpo se pode desempenhar” (PO,15). Na prática, isso se traduz numa união afetiva e efetiva com o próprio bispo (PO,7), com os demais sacerdotes do Presbitério (PO, 8) e com a comunidade eclesial, à qual serve (PO, 9) (NINOT, 1994).

É neste sentido que cumprimento todo o nosso clero por esse Dia do Padre, e uno-me às orações por todos os sacerdotes em sua bela missão de santificar o povo de Deus, anunciando o Evangelho e celebrando os mistérios da fé. Só Cristo basta para nossas vidas! Vamos intensificar o anúncio feliz e alegre da boa notícia, ainda mais neste tempo de missão, como testemunhas da esperança, sendo uma igreja samaritana em saída para as periferias existenciais.