Diretrizes

Dom Pedro Luiz Stringhini

Bispo de Mogi das Cruzes (SP)

Em outubro, duas assembleias ratificaram e atualizaram as diretrizes e linhas de ação pastoral da Diocese de Mogi das Cruzes. Uma foi a assembleia diocesana, com a participação de cerca de 200 pessoas, representando as paróquias e demais serviços realizados nas nove regiões pastorais da diocese.

Outra foi a 37ª Assembleia das Igrejas Particulares do Estado de São Paulo (Regional Sul 1), realizada em Itaici, Indaiatuba-SP, com a participação de cinco representantes (o bispo diocesano, o padre coordenador de pastoral e três leigos) de cada uma das quarenta e uma dioceses do Regional.

Tanto a diocese quanto o Regional tomaram por base as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (Documentos da CNBB 102, 2015-2019) e os escritos do Papa Francisco: Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), 2013; Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia Misericordiae Vultus (O Rosto da Misericórdia), 2015; Carta encíclica Laudato Si’ (Louvado Sejas) sobre o cuidado da casa comum, 2015.

Já está publicado também o texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 da CNBB, com o tema: Casa Comum, nossa Responsabilidade e o lema: Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca (Am 5,24).

A assembleia diocesana confirmou, a partir de artigo do Pe. Carmine Mosca, que nossa diocese se propõe a ser um Igreja missionária, misericordiosa, profética, solidária e ecológica. Missionária, indo ao encontro dos católicos afastados, criando novas comunidades, novas paróquias, novos e eficazes serviços. Misericordiosa, no acolhimento aos rejeitados, às vítimas de preconceitos, aos que se consideram ou são considerados indignos, aos pecadores. Profética, na denúncia das injustiças sociais e no anúncio do Reino de Deus como proposta para uma nova sociedade. Solidária, na opção preferencial pelos pobres e excluídos. Ecológica, no cuidado da casa comum, isto é, na defesa do Planeta Terra ameaçado.

Na assembleia das Igrejas, cada diocese foi chamada a propor três linhas de ação, a partir do temas tratados: missão e misericórdia e conversão ecológica. Nossa diocese apresentou as seguintes linhas:

1. Celebrar o Jubileu da Misericórdia, promovendo atividades que incrementem o espírito missionário e possibilitem que a misericórdia perpasse toda a ação evangelizadora e pastoral da diocese em suas diferentes instâncias: comunidades, paróquias, regiões, pastorais, movimentos, organismos e associações;

2. Intensificar e aprimorar a articulação das pastorais sociais, pois as mesmas são expressão concreta e organizada do serviço de caridade, na perspectiva da missão e da misericórdia. Organizar fóruns sociais nas regiões pastorais para encorajar e animar as paróquias na realização de ações em defesa da Vida e da dignidade humana, sobretudo dos pobres e abandonados;

3. Mobilizar as paróquias para que, no espírito da Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, implantem a pastoral da ecologia, promovendo a educação ambiental. Partir de pequenos cuidados, como a reciclagem do lixo, reaproveitamento de folhetos, material descartável, óleo de cozinha; incentivo ao plantio, etc. E ações mais amplas e abrangentes, como simpósios de esclarecimento e conscientização, com vistas à implantação de políticas públicas de sustentabilidade.

A teologia da criação, a inspiração franciscana e uma espiritualidade bíblico-ecológica forjarão uma mentalidade que rejeita o consumismo e que se pauta pela sobriedade de vida. A conversão ecológica produz frutos de fraternidade, partilha e contemplação da beleza de Deus presente no ser humano e na natureza.

 

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